quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Curso da ETEC Lauro Gomes


Etec Lauro Gomes

Av. Pereira Barreto, 400 - Vl. Baeta Neves
CEP 09751-000 - São Bernardo do Campo/SP
Telefone:
(11) 4125-2288 GRÁTIS (11) 4125-2288 end_of_the_skype_highlighting / (11) 4330-2691 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (11) 4330-2691 end_of_the_skype_highlighting
E-mail:
dir.laurogomes@centropaulasouza.sp.gov.br / etelgdir@etelg.com.br
Site:
www.etelg.com.br

Cursos oferecidos

·         Administração

Período: Tarde - 80 vagas


Período: Tarde

Período: Noite

·         Administração

Período: Noite - 80 vagas

·         Automação Industrial

Período: Tarde - 40 vagas

·         Contabilidade

Período: Noite - 40 vagas


Período: Noite

·         Eletroeletrônica

Período: Noite - 40 vagas

·         Eletrônica

Período: Tarde - 40 vagas


Período: Tarde

Período: Noite

·         Eletrônica

Período: Noite - 80 vagas

·         Informática

Período: Tarde - 40 vagas


Período: Tarde

Período: Noite

·         Informática

Período: Noite - 40 vagas

·         Informática para Internet

Período: Manhã - 40 vagas


Período: Manhã


Período: Tarde

·         Logística

Período: Tarde - 40 vagas

Período: Noite - 40 vagas


Período: Noite


Período: Manhã

·         Mecatrônica

Período: Manhã - 40 vagas

Período: Tarde - 80 vagas


Período: Tarde

Período: Noite

·         Mecatrônica

Período: Noite - 80 vagas

·         Química

Período: Tarde - 80 vagas


Período: Tarde

Período: Noite

·         Química

Período: Noite - 40 vagas

·         Secretariado

Período: Tarde - 40 vagas


Período: Tarde

Período: Noite

·         Secretariado

Período: Noite - 40 vagas


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Volta às Aulas

Queridos alunos, estamos retornando às nossas atividades escolares e espero que tenham descansado bastante porque teremos muitos desafios pela frente. Que Deus nos abençõe e que nos dê muita sabedoria e discernimento para absorvermos o máximo possível de tudo que veremos neste bimestre que se inicia.

A Vida e a Viagem de Trem

A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.

Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco, nossos pais.

Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso porém não nos impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise.

Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro. No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza... mas me agarro na esperança que em algum momento
estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar. Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza que de alguma forma eu fui uma grande colaboradora para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.

Virada Linguística

A "virada linguística" ou linguistic turn é o nome adotado para um novo rumo que a filosofia ganhou no século XX, e que Donald Davidson, em uma entrevista nos seus últimos dias de vida, considerou como algo que não vai retroceder.
Em suma, é o seguinte: com a filosofia, os gregos antigos perguntavam sobre a realidade, os modernos, com Descartes, passaram a perguntar sobre o conhecimento da realidade e, assim, criaram a dualidade sujeito-objeto, transformaram a filosofia em epistemologia (subjugando a metafísica, a ontologia e a cosmologia (e a ética, estética etc.) à teoria do conhecimento) e, enfim, criaram o que a coleção "Os Pensadores", a Abril Cultural, espelha muito bem: todos os textos publicados lá e, portanto, considerados como sendo os centrais na filosofia, são textos de "método". Por que? Porque se digo que a tarefa básica de um filósofo é explicar o conhecimento, volto minha atenção para o polo cognitivo da relação sujeito-objeto e, então, passo a criar uma exposição de como é que o conhecimento é possível e como é que ele ocorre. O conhecimento, que é "crença verdadeira bem justificada", torna-se o centro da filosofia. É necessário então explicar, agora não mais de modo vago, a verdade e como as crenças ganham valor de verdade. Se digo tudo isso do conhecimento, a pergunta que me fazem é: como você chegou a tudo isso? Como você pode montar uma teoria do conhecimento que é melhor do que a do seu vizinho, o filósofo concorrente. Então, eu digo: eu mostro meu método, ele é que é superior ao do meu vizinho. Assim, a característica da história da filosofia, guiada pelo pensamento moderno, é a de tomar a filosofia a partir de dois núcleos: texto de epistemologia seguido de texto de método.
Os textos de epistemologia e de método avançaram a ponto de ampliarem em muito o que hoje chamamos de filosofia da mente. Tentando explicar o funcionamento do aparato cognitivo e a verdade, os filósofos chegaram a dois pontos: 1) o sujeito não é uma unidade e, talvez, nem seja sujeito, talvez tenhamos de manter a noção de mente e de individualidade, mas não associá-la, mais, imediatamente, à noção de sujeito moderno - ou abandonamos tal noção ou a reconstruímos; 2) a mente não consegue apontar para o real e explorar o real sem a linguagem, pois esta não é apenas a expressão de pensamentos e, sim, a maquinaria do próprio pensamento e a única forma pela qual acessamos o pensamento, nosso e de outrem.
Este segundo ponto é o centro da linguistic turn: os filósofos tenderam, então, a centrar atenção na linguagem, em vários sentidos. A filosofia da linguagem ganhou um impulso muito grande no século XX e tende a chamar a atenção, ainda, como ponto central, no século XXI.
Essas duas conclusões fizeram a ponte da filosofia moderna para a filosofia contemporânea.
Bem, Iara, o que você pode fazer agora é ver isso, de modo mais detalhado, no meu livro da Editora Manole, o Introdução à filosofia.
Pode ver também mais coisas nos blogs anunciados no Portal Brasileiro da Filosofia: http://pragmatismo.blogspot.com , http://professordefilosofia.blogspot.com


Paulo Ghiraldelli Jr - www.ghiraldelli.pro.br
Centro de Estudos em Filosofia Americana - www.cefa.org.br
Editor do Portal Brasileiro da Filosofia - www.filosofia.pro.br

Posição de Husserl sobre filosofia

Dois escritos de Husserl: "A crise da humanidade européia e a filosofia" e "A filosofia como ciência de rigor".
Husserl, na tradição moderna que vem de Descartes, incomoda-se com o ceticismo - a posição que avalia que não podemos enunciar verdades. Ele toma tal conclusão como fruto do relativismo e este, então, como originado por duas tendências contemporâneas, da virada do século XIX para o XX: o naturalismo e o historicismo. Para Husserl, ambas doutrinas terminam no relativismo. O naturalismo vê como porto seguro os fatos da natureza, o historicismo nos fatos da vida mental empírica. Para escapar disso, Husserl investiga o pensamento, ao modo de Descartes, e conclui que o pensamento é sempre pensamento de alguma coisa. Há uma intencionalidade no pensamento. Este é, para ele, o que é irredutível e, enfim, o que não está sujeito a "pontos de vista". Todo e qualquer pensamento é pensamento de algum coisa e, portanto, intencional. Husserl, então, faz da intencionalidade o elemento arquimediano que poderia ser levantado pela filosofia - agora como "ciência de rigor" - para poder dizer: divergências na filosofia há, mas elas são periféricas, porque ela, a filosofia, conseguiu sim realizar seu intento de trazer ao homem um saber sólido. Há um ponto sólido: a intencionalidade. Para além de todo e qualquer particularismo, o pensamento só é pensamento se é pensamento de algo - eis aí a marca irremovível da vida humana, a "certeza primeira" que o método fenomenológico daria para a filosofia. Com isso, Husserl quis fazer a filosofia deixar de ser o que ele chamou de "filosofia ideológica".
Seria interessante, agora, Elias, você se dedicar um pouco a saber como funciona o método fenomenológico e como e´ a vida da consciência - que é a vida intencional - no que ela tem de noético e de hilético.
Creio que você deveria vir para o CEFA -
http://www.cefa.org.br/ - e colocar tais questões, presencialmente ou virtualmente. Outro lugar bom é o Portal Brasileiro da Filosofia - http://www.filosofia.pro.br/
Este sua questão é mais uma que vai ficar on line, no Portal, na parte do "Professor Virtual", que é um blog ligado ao Portal, que pode ser acessado diretamente também: http://professorvirtual.blogspot.com/
Paulo Ghiraldelli Jr. - www.ghiraldelli.pro.br

Heidegger e Metafísica

Heidegger trabalha com a idéia de que a metafísica é uma forma de pensamento dual - como se inicia em Platão. Nos Tempos Modernos, a metafísica essa dualidade, é claro, e passa também a ser uma filosofia do sujeito. Essas duas formas desembocam em um trabalho de discussão epistemológica, onde impera a relação sujeito-objeto: o sujeito deve representar o objeto. Ora, essa forma implica em dominação: só há objeto a ser apreendido se há sujeito, e só ha sujeito, substractum, se há objeto. Essa forma epistemológica, que é a "metafísica da subjetividade" ou metafísica moderna, termina por se acoplar ao Humanismo. Então, o sujeito é o homem, e o mundo é o objeto. O modelo da dominação está instaurado.
O homem é aquele que dispõe do mundo, manipula (mentalmente e manualmente, mesmo), o objeto é o disposto, o manipulado. O resultado todo é que há o império da organização e da tecnologia - como derivados ou co-partícipes de uma forma de metafísica que leva à dominação. Ciência e tecnologia, nos tempos modernos, são frutos dessa forma de pensamento, caracteristicamente metafísico. Em termos sociais, isso equivaleria ao império da América, de um lado, da Rússia, do outro. Viu a cadeia de raciocínio de Heidegger? Viu como isso é, em parte, o que leva Heidegger a odiar a tecnologia e a organização, dando então instrumento - nunca citado - para a Adorno fazer o mesmo?

Diferenças sobre Rorty e Foucault

Para haver diferenças é necessário haver convergências. O chão comum entre Foucault e Rorty é o da subjetividade e o da verdade. Ambos estão preocupados com a entrada da filosofia contemporânea em cena, que desbanca a filosofia moderna nos temas da verdade e da subjetividade, e que tem consequências para a filosofia social.
No tema da verdade, Foucault diz preferir antes fazer a história da verdade do que descobrir a verdade da história (e de tudo o mais). Rorty, por sua vez, opta por uma determinada, e particular interpretação de Davidson: a verdade é uma noção que temos em nossa linguagem, pois sem ela não teríamos facilidade com os nossos jogos de linguagem, mas não existe uma questão filosoficamente interessante, substantiva, em relação à verdade. Apesar disso, Rorty faz uma descrição dos usos de verdade, e Foucault faz uma história da verdade, e ambos querem colocar tais coisas como em substituição às teorias de verdade, tão ao gosto da filosofia analítica.
No tema da subjetivida, Foucault diz preferir antes fazer a história do sujeito do que acoplá-lo ao homem e fazer de ambos um ponto arquimediano metafísico. Rorty, por sua vez, vê que Dewey, Quine e Davidson deixaram de lado a possibilidade da "linguagem privada", colocaram objeções ao que Quine chamou de o "mito do museu" - as semânticas acríticas que acreditavam na possibilidade de que para cada frase ou palavra haver um significado, um elemento, quase uma substância - e, enfim, desmistificaram a idéia de uma mente capaz de representações (no sentido filosófico, e não psicológico do termo), como aquela caixa cartesiana, uma espécie de palco interno onde aconteceriam situações correspondentes à realidade; sendo assim, Rorty eliminou a noção de mente moderna, o último sustentáculo de uma teoria da subjetividade que garantiria, ainda, a existência de uma noção de sujeito onde o exterior se relacionaria com o mundo, e o interior com o inefável e mais real.
Os pontos de discordância entre Foucault e Rorty se dão, mais, no plano da filosofia social. Para o primeiro, suas conclusões filosóficas acarretam um desecanto em relação a política democrática e às utopias, enquanto que Rorty não vê ligação necessária - somente ad hoc - entre conclusões filosóficas e posições políticas e, assim, cultiva a política democrática como um ponto para falar de uma utopia, ainda que seja sempre uma utopia vaga, onde apenas os primeiros passos são visíveis: aqueles que apontam para a parcela de Welfare State realizado pelas democracias ricas do Ocidente.